17/01/2012

Como se não bastasse, ainda queremos mais.


E como se não bastasse essa camada fervilhante de gente que recobre a Terra, a fazer e transportar coisas como se não fôssemos descendentes de deuses ou de macacos mas sim das formigas carregadeiras, como não bastasse ainda queremos mais. Projetamos o futuro, refazemos versões do passado, vivemos nossa história e pedaços de outras, nos metemos na vida do alheio, misturamos tudo e às vezes nem damos conta, mas estamos sempre a querer mais.

E como não bastassem essas coisas todas, há também uma outra camada recobrindo e tão tumultuada quanto, feita dos nossos sonhos, os reais e os sonhados, e todos os mundos projetados, as dimensões, a física quântica, da nanotecnologia aos astros, futuro e passado e seus alinhamentos, desdobramentos e afins.

Vamos desenvolvendo rituais e estes vão se transformando a cada cultura, temos tanta coisa pra fazer no mundo e tanto ainda por fazer, erramos, acertamos, e continuamos a viver a vida porque queremos mais, porque somos espirais ascendentes ou descendentes, somos dialéticos, é um sem fim, e como se não bastasse, como não bastasse ainda ficamos a querer ser felizes. E como o pouco não basta, quando isso acontece é bom demais.




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